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Estamos prestes a comemorar 500 anos de Brasil. Estamos prestes a comemorar 2000 anos do calendário cristão. Quantas não foram as belezas construídas ou descobertas neste Brasil em cinco séculos ou em todo o mundo nestes vinte séculos. São raras, entretanto, aquelas que não se deterioraram pelo tempo ou, pior ainda, foram destruídas pela própria mão do homem. Entre os sobreviventes está o cavalo árabe, com sua prepotência de trinta séculos comprovados de características básicas definidas em morfologia e temperamento. Sem saber da importância de seu trabalho, os homens do deserto criaram através dos anos um grande aliado para a sua sobrevivência. Hoje, centenas de milhares de pessoas em todo o mundo, continuam a representar uma nova casta de beduínos. Estes criadores, entretanto, não o fazem pela necessidade de sobreviver ou de atacar com supremacia seus oponentes. O fazem por prazer e por amor. Têm uma responsabilidade maior, em vários aspectos, do que a dos homens do deserto, já que ao optar por se dedicar à criação, passam em todos os cantos e recantos do mundo onde desenvolvem sua atividade, a ser guardiões de um patrimônio da humanidade. O Cavalo Árabe sobreviveu por 3000 anos. E sobreviverá no próximo milênio cada vez mais forte, cada vez mais belo. Assim está escrito para o Pai de Todas as Raças. |
